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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Livro: O Sári Vermelho


Ano de lançamento no Brasil: 2009
Autor: Javier Moro
Editora: Planeta do Brasil

Como disse na postagem anterior, este livro é do mesmo autor de Paixão Índia.
Em O Sári Vermelho, o autor centra em Sônia, a espanhola que se viu princesa na Índia. O romance de Sonia e Rajiv (filho de Indira Ghandi) é apenas o pano de fundo da saga dessa dinastia: sua ascenção, queda, tragédias e glórias.

Neste livro, o autor conta como Indira Ghandi se viu primeira ministra da Índia, como se manteve no poder por tanto tempo, vamos ver que todo o jogo político e suas implicações que aqui aparecem e não se restringem à India.  Veremos com perfeição o panorama universal. Alguns aspectos culturais como as castas, a rivalidade entre grupos raciais e religiosos , o fanatismo e a xenofobia tão bem focados ao longo de suas páginas.
Não é o livro da Índia, mas de Indira Ghandi e toda a sua família, uma família marcada e escolhida pelo poder, mesmo que não se deseje.

Como sou da época de Indira Ghandi como primeira ministra, ouvi muito pelos telejornais sua trajetória, sua tentativa de tornar a Índia um país sem miséria. À medida que ia lendo, me lembrava de muitas das notícias vinculadas à ela e ao seu País, então para mim, tudo é muito recente. 


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Livro: Paixão Índia


Sempre comento por aqui o quanto gosto de livros e filmes baseados em fatos verídicos e em biografias. Este livro retrata a verdadeira história da Princesa de Kapurthala. Vale muito a pena ler este e "O Sári Vermelho" do mesmo autor, depois posto este último (que também adorei).

Editora: Planeta do Brasil
Ano de Publicação: 2006
Autor: Javier Moro

Paixão Índia conta a história de Anita Delgado, uma jovem bailarina espanhola de 17 anos que se transformou em princesa na Índia. Anita era apenas uma bailarina quando um marajá indiano se apaixonou por ela, construiu um palácio e a transformou em princesa, mas não em sua única mulher. Na Índia colonial do início do século XX, Anita e o Rajá de Kapurthala viveram uma história de amor que provocou um inevitável choque cultural entre oriente e ocidente, mundos na época, com costumes completamente diferentes. As outras mulheres do marajá e seus súditos viam em Anita uma ameaça à tradição hindu. O conflito entre os dois lados era inevitável. Apesar de estar cercada de vassalos e luxo, a jovem vivia na mais completa solidão.

Anita descobrirá uma Índia tradicional, comandada por forças britânicas, que permitem a existência desses pequenos  "principados", contanto que os Rajás se curvem diante de sua autoridade suprema. Sentirá a indiferença de uma sociedade machista e arrogante, que não a aceita, mas que se deixa fascinar por uma espanhola atrevida e curiosa, que será alvo de um dos maiores escândalos que a Índia Inglesa já teve notícia.

Com Javier Moro romantiza a História de Anita, sem jamais faltar com a verdade, sendo ela bela ou não.

Gostei tanto do livro que me vi em busca de outros romances de Javier Mouro e foi quando me deparei com "O Sári Vermelho".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Livro: As Grandes Equações


Autor: Robert P. Crease
Editora: Zahar
1ª Edição: 2011

A primeira equação que a maioria aprende é a elementar "1 + 1 = 2". Subestimada pela simplicidade, ela resume o formato de todas as outras e a própria definição da adição.
Segundo Richard Harrison, professor de inglês no Mount Royal College, no Canadá, "1 + 1 = 2 é o conto de fadas da matemática, a primeira equação que eu ensinei ao meu filho, a primeira expressão do poder milagroso que a mente tem de mudar o mundo real. Eu me lembro de meu filho com os indicadores em riste --os dedos 'um'-- quando aprendeu a expressão, e aquele momento de maravilha, talvez seu primeiro pensamento filosófico, quando ele percebeu que os dedos, separados por seu próprio corpo, poderiam ser unidos num só conceito por sua mente."
Robert P. Crease, professor do departamento de filosofia na Universidade Stony Brook, em Nova York, reuniu as histórias das equações e dos homens que as criaram em  "As Grandes Equações", volume que se inicia com a famosa e simples soma e chega aos computadores quânticos.
No livro, autor conta um dos mais antigos mitos da ciência: a história que Newton descobriu a gravitação depois de ver uma maçã cair no pomar.
"A história há muito foi descartada como ficção, e por diversas razões. Em primeiro lugar, parece muito teatral para ser verdade. Em segundo lugar, um biógrafo mal-humorado, mas bastante influente, chamado David Brewster, duvidava da história. Em terceiro, e mais importante, a história não descreve como as revoluções acontecem", argumenta o autor.
O livro, que acaba de ser publicado no Brasil pela editora Zahar, acompanha a trajetória dessas descobertas de suas tentativas, sucessos e fracassos.
Um livro para quem gosta de matemática e creio eu não deverá ser de muito sucesso, uma vez (não sei por que, acho que as crianças pegam birra da disciplina por conta de algum professor ruim, que não consegue passar a maravilha que é esta ciência. Quando você descobre as maravilhas da matemática, chega a ser divertido usá-la como distração) que a maioria das pessoas repudiam esta ciência. Que pena.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Livro: Quando ela se foi

Comecei a ler esse livro hoje (nunca tinha ouvido falar, mas como estava no aeroporto de São Paulo, o melhor lugar para se aguardar um vôo é na livraria La Selva, acabei comprando este às escuras), vou postar o resumo que está no próprio livro e depois comento se gostei.
Autor: Harlan Coben;
Ano: 2011
Editora: Arqueiro
Título original: Long Lost
Outros títulos do autor: Confie em mim, Não conte a ninguém, Desaparecido para sempre, Cilada, A promessa, Não há segunda chance, O inocente e Silêncio na floresta.

Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante 3 semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.

Depois disso, os dois se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho e então foi embora, sem deixar vestígios. Agora no meio  da madrugada, ela telefona: "Venha para Paris".

Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse na capital francesa. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a proncipal suspeita.

Porém, algo mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelos louros e uma amncha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.

Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança d equatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da que Terese pensava ter perdido para sempre.

Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo recomeço. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Livro: 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer

Autor: Steven Jay Schneider

2ª Edição: 2010

Com uma seleção de 1001 filmes selecionados por mais de 50 críticos, o livro reúne todos os gêneros: ação, comédia, aventura, documentário, drama, etc..

O livro é ilustrado com fotos de atores, cartazes e cenas de filmes. Imperdível para quem é um aficcionado pela sétima arte.

O livro foi organizado em ordem cronológica, o que para mim foi um facilitador na hora de encontrar os filmes que mais me interessaram.

Livro: Os Últimos Soldados da Guerra Fria




Fernando de Moraes que é jornalista e escritor é o autor de: Olga e A ilha.
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2011

Importantíssimo sob o ponto de vista histórico (Moraes teve acesso a vários documentos importantes), o livro conta como ativistas anticastristas faziam para intimidar Fidel Castro e as retaliações do ditador.

"O livro relata Nos anos 1990, grupos de cubanos exilados em Miami, opositores a Fidel Castro, realizaram diversas ações para intimidar o ditador cubano.

Os anticastristas mandavam explodir bombas em hotéis de Havana e metralhar navios para espantar turistas. Golpe duríssimo para o pequeno país, que, após o fim da União Soviética (1989), passou a depender muito dos ingressos do turismo.

Bem ao estilo da Guerra Fria, Cuba respondeu formando um grupo de espiões, a Rede Vespa, que se instalou na Flórida a fim de descobrir o que tramavam os inimigos.

Conseguiram, assim, impedir uma série de ataques à ilha. Até que foram pegos pelo FBI, em 1998.


Morais fez várias viagens à ilha e aos EUA, entrevistou familiares dos envolvidos e alguns dos espiões presos.

Em 2008, conseguiu que o governo cubano lhe entregasse uma documentação valiosa sobre a Rede Vespa. Os papéis só foram parar em suas mãos devido a suas boas relações com Cuba, que já têm mais de 40 anos.

Entre os documentos, está o material que Fidel Castro enviou a Bill Clinton para pedir que os ataques à ilha parassem. O inusitado do diálogo é que ele foi intermediado por Gabriel García Márquez; o Nobel colombiano é amigo de Fidel e defensor de seu projeto político.

"É um episódio importante, porque Clinton ouviu Fidel e os ataques pararam", conta Morais.

O autor relata como os espiões da Rede Vespa se instalavam na Flórida. Mantinham segredo de suas atividades até de suas famílias. "Há o caso de uma das mulheres que se sentiu traída e está ressentida até hoje", conta.

Com poucos recursos, os agentes tinham de achar trabalho para se manter nos EUA. "Visitei apartamentos em que eles moraram, eram quitinetes, lugares muito precários", diz Morais.

Os disfarces eram construídos pela inteligência cubana. Os espiões recebiam novas identidades, às vezes roubadas de bebês mortos nos EUA, e eram obrigados a decorar fatos fictícios sobre toda uma vida pregressa que não haviam vivido.

O autor entrevistou condenados por e-mail e enviou perguntas por meio de suas mulheres, que têm permissão de falar com eles por telefone algumas vezes por mês.

A obra de Morais resgata também a participação de mercenários da América Central contratados pelos anticastristas. Uma das histórias mais interessantes é a do salvadorenho Cruz León.

Fã de Sylvester Stallone, Cruz León conta que se envolveu nos ataques porque queria viver aventuras parecidas com as de seu ídolo.

Com essa motivação, aceitou uma missão quase suicida: colocar bombas em hotéis e num restaurante em Havana por apenas US$ 1.500 cada uma. Acabou descoberto e condenado à morte.

"Os mercenários centro-americanos não conheciam a situação cubana nem sabiam o que estava em questão", diz Morais.

Ao contar sua história ao jornalista, Cruz León explicou o que o moveu a ajudar os anticastristas: "Eu ia pôr bombas num país que nem sabia qual era, voltaria para casa e iria para a cama com a Sharon Stone. Me senti um espião. Me senti o máximo".

Hoje, cinco espiões do grupo seguem presos --os outros foram libertados, beneficiados por delação premiada.

Morais crê que, se Obama se reeleger, deve rever o julgamento. "Pode tentar trocar espiões cubanos por presos políticos americanos em Cuba. Só não faz isso já para não perder votos na Flórida"


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Livro: A Rainha do Castelo de Ar

Este é o último livro da coleção Millennium (são 3: Os Homens que não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar).
Neste livro, todos os segredos são desvendados. Lisbeth é salva por seu amigo jornalista Mickael Blomkvist e depois de um tempo no hospital é transferida para a prisão até o dia do seu julgamento, onde se saberá se será declarada louca e incapaz. A Polícia de Segurança da Suécia (SÄPO) criou uma seção secreta durante a guerra fria com o intuito de controlar a influência soviética interna e externa no País. Para tanto, não havia limites, ocultavam crimes e ingeriam sobre a liberdade de cidadãos suecos. Lisbeth entra de gaiato na história por ser filha de um ex-informante russo e ninguém queria que ela contasse o que sabia e por isso foi considerada psicopata e incapaz desde sua infância. A trama é toda muito bem articulada e amarrada de tal forma que não tem como você achar uma falha.
O grande pesar é que Stieg Larsson deixou em seu computador a continuação dos livros (provavelmente iria aparecer a irmã misteriosa de Lisbeth, mas nunca saberemos).Leiam, certamente vão gostar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Livro: A Menina que Brincava com Fogo

Neste livro, o autor nos leva a entender os motivos que fizeram Lisbeth Salander se transformar em uma garota arredia, desconfiada, violenta e vingativa. A hacker é acusada de triplo assassinato, e a polícia está em seu encalço. Mas, ao contrário do restante da imprensa, que não se acanha em crucificá-la, Mikael Blomkvist, editor-chefe da revista Millennium, acredita na inocência da moça.
O jornalista (que iria publicar o livro denunciando o tráfico e a prostituição de mulheres provenientes do Leste Europeu), sua mulher (uma criminalista que estava escrevendo uma tese sobre o assunto) e o tutor de Lisbeth foram mortos na mesma noite e ela é a única suspeita.
Mickael desconfia que os assassinatos se relacionam a uma série de reportagens que a Millennium pretendia publicar sobre o tráfico e prostituição de mulheres provenientes do Leste Europeu. Um esquema de corrupção cujos tentáculos alcançam promotores, juízes, policiais e jornalistas.
Lisbeth livrou Mikael da morte dois anos antes. Agora ele tem como retribuir.
Vale a pena ler. Uma história que vai te prender até o fim e muito bem contada (assim como o primeiro volume - Os homens que não amavam as mulheres).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sinopse do livro: David Copperfield

Autor: Charles Dickens
Ano Publicação: 1850

David nasceu 6 meses depois que seu pai morreu. Sua mãe casou-se novamente com Murdstone e este leva sua irmã para morar com eles. Sua vida torna-se um inferno, uma vez que seu padrasto e a irmã dele o maltratam e o aprisionam. Sua mãe (que tem um filho com Murdstone) também sofre nas mãos do marido e da cunhada e ela não pode intervir para ajudar David. Seu padrasto o manda para um internato onde ele continua sua penúria. Lá, todos os alunos são maltratados. Um dia, David recebe a notícia da morte de sua mãe e seu meio irmão e volta para casa. Seu padrasto decide, então que ele deve trabalhar (David estava com 10 anos) e o manda para uma outra cidade de onde foge em busca de sua tia (única parente viva). Sua tia o recebe e o trata como a um filho e o livro segue a narrativa até sua vida adulta. Não quero me extender sobre o livro, senão acabo contando tudo. É um livro muito bem escrito, com personagens que vão entrando na vida de David e tornando a narrativa fabulosa.

sábado, 7 de agosto de 2010

Livro: David Copperfied

Da coleção Grandes Romances Universais;
Autor: Charles Dickens.

Estou lendo o livro e depois posto o resumo e os comentários (são 3 volumes: a infância, adolescência e sua vida adulta).
Li este primeiro volume já faz muitos anos, mas para ler os outros volumes, achei melhor reler o primeiro.
Para quem está em busca de algum bom livro, fica a dica, não tem como não gostar.
A obra foi publicada (os 3 volumes) entre Maio 1849 e Novembro 1850.
O filme foi lançado no Brasil em 2000. Para quem não gosta de ler, assista ao filme é fantástico!!!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Livro: Segredos de Família

Autora: Emilie Richards
Ano: 2001
Há muitas gerações o bar de Whiskey Island é ponto de encontro de uma pequena comunidade de imigrantes irlandeses em Cleveland, Ohio. O lugar é dirigido com mão de ferro pela bela Megan Donaghue, desde que seu pai sucumbia à loucura e suas duas irmãs se mudaram da cidade. A roda do destino começa a mover-se quando um dos clientes é baleado numa tentativa de assalto: envolvido por força das circunstâncias com os Donoghue, ele decide decifrar o mistério que atormenta a família. Acaba descobrindo uma história de amor e violência de mais de um século, um crime cuja solução poderá ter – ainda – conseqüências imprevisíveis.
O livro mostra a discriminação dos norte americanos com os irlandeses no final do século XIX.
O livro é envolvente e te prende até a última página, vale a pena aproveitar o finzinho das férias para ler esse romance maravilhoso.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Livro INVICTUS - Conquistando o Inimigo - Nélson Mandela e o Jogo Que Uniu a África do Sul

Autor: John Carlim
Li o livro ontem e tive que postar a indicação.
É ótimo. Depois assistam ao filme, (fiz o inverso e estou arrependida, pois o filme deixa a desejar).
Em 'Conquistando o Inimigo', John Carlin narra a história da campanha política que Nelson Mandela empreendeu, ao longo de 10 anos, para livrar a África do Sul do 'apartheid'. Mandela entendia que a única maneira de libertar seu povo era fazer com que os próprios brancos abolissem o sistema de segregação racial. Para isso, seria preciso conquistá-los. Ainda na prisão, estudou a língua e a história dos africâneres e aprendeu tudo o que pôde sobre rúgbi, o esporte favorito dos sul-africanos brancos. Ele sabia que seus inimigos, como todos os seres humanos, queriam ser tratados com respeito, e foi assim, falando a seus corações, que dobrou todos eles, desde seus carcereiros até o presidente do país.
No filme, de direção de Clint Eastwood, ele erra ao dar os créditos da campanha de Mandela em campo ao capitão do time de Rúgbi François Piennar (Matt Damon), quando na verdade o herói foi Morné du Plessis (ex capitão do time, que sequer foi citado no filme) dirigente do time.
Foi ele quem teve a idéia de ensinar o hino dos negros aos jogadores e a incentivá-los a brincar com as crianças carentes do subúrbio. Porém, foi Piennar que Mandela tomou como herói.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Livro: Paixões Tóxicas


Autor: Bernardo Stamateas (autor de Autossabotagem)
Editora: Planeta
Para quem assistiu ao filme: A guerra dos Roses, o livro não será nenhuma novidade.

EU Simone, não gosto de livros de auto ajuda, considero que esses livros ajudam somente ao autor e editora (a ganhar dinheiro), uma vez que tudo o que é escrito é o óbvio, tudo aquilo que já sabemos, mas não aplicamos. Como ouvi falar muito do livro, resolvi ler e posto aqui o resumo, afinal, conheço uma porção de gente que adora esse tipo de livro. Então lá vai:

Bernardo Stamateas (psicólogo), usando de sua experiência na área, separou os casais em oito estilos, expondo seus comportamentos e reações em situações comuns à vida a dois. Assim, mostra as diferenças entre a paixão saudável e a paixão tóxica e sugere uma série de atitudes para evitar que aquela emoção (paixão) tão forte do início da relação se converta em algo destrutivo. Neste novo livro, ele mostra a partir de que ponto uma paixão passa a ser destrutiva, tendo sempre em mente que o conflito “não é positivo nem negativo, depende de como cada um o encara”.
Por saber que toda relação conjugal tem seus momentos de crise, o autor não estabelece uma relação de vítima e algoz. A ele interessa mostrar a responsabilidade de cada um no conflito e contribuir com idéias para que o casal transforme a paixão tóxica em uma paixão saudável.

Vou copiar da Livraria da Folha, os dois capítulos que ela publicou:

O casal que se boicota
Há quem, por inveja, boicote seu parceiro. A inveja traz implícito o paradigma da escassez. A pessoa vê a vida como um bolo de dez pedaços, e cada pedaço que o outro come é um a menos para ele. Deste modo, pensa: "o outro levou minha parte".
Por exemplo: ele pensa que, se ela conseguir algo, significa que está tirando seu sucesso e seu destaque, e isso ele não pode permitir. Assume que o sucesso é limitado, e, quando um alcança uma meta, o outro já não o pode alcançar.
Ela pensa: se ele ganhar, meus filhos vão preferir ele e não vão me considerar. Assume que o amor dos filhos é limitado e que, se valorizarem um dos pais, não vão dar valor ao outro.
E pensando deste modo, enfrentam-se até "matar ou morrer". Vejamos algumas das formas mais tóxicas de boicotar o parceiro:

1. Esquecer de datas importantes
2. Fazer o parceiro ficar mal na frente dos outros
3. Fazer as crianças ligarem no trabalho dele por coisas insignificantes
4. Ser descuidado com a aparência
5. Assumir o papel de vítima
6. Gerar conflitos com os horários quando o parceiro tem algo importante para fazer.
7. Mostrar na frente dos filhos que o parceiro não tem razão; desautorizá-lo.
8. Ressaltar os erros do outro.
9. Adoecer justo em uma data importante.
10. Não acompanhar o outro a eventos sociais ou ser pouco gentil neles
11. Perder a hora quando o outro precisa de nós.
12. Esquecer de algo que o outro pediu especialmente.
13. Gastar o que haviam poupado em algo para si próprio.
14. Não se relacionar bem com seu entorno ou proibi-lo de ver certas pessoas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Livro: O Sofrimento de Werther

O livro é narrado na primeira pessoa em forma de cartas que Werther escrevia a um amigo. Em todas as cartas, ele narrava o amor avassalador que ele nutria por Charllote, uma moça órfã de mãe e que tinha a tarefa de cuidar do pai e dos seis irmãos menores. Quando Werther conhece Charllote, este sente um amor avassalador por ela, porém, Charllote já é noiva de Alberto, um jovem trabalhador e apaixonado. Como Werther não consegue mais do que sua amizade, ele em uma tentativa de esquecê-la, muda-se de cidade e quando volta, já a encontra casada. Werther, em seu desespero de amor, decide por fim à própria vida e com as armas de Alberto.
Na biografia de Goethe, existem relatos de que o escritor sofreu por amor, assim como Werther e supeita-se que o livro é autobiográfico, mas o autor ao contrário de Werther, não opta pelo suicídio.
A narrativa de Goethe é tão intensa que, na época, muitos jovens passaram a se vestir como Werther e ocorreram tantos suicídios juvenis por todo o continente europeu, que alguns governantes (Suécia e Dinamarca) proibiram a venda do livro.
Leitura obrigatória. E olha que só me interessei pela obra por indicação de minha amiga Celi.
Já havia lido Fausto (do mesmo autor), obra que levou 50 anos para ser concluída e que qualquer dia posto seu resumo.

domingo, 11 de julho de 2010

Livro: O Jardim Secreto de Eliza

Gente, estou lendo o livro: O Jardim Secreto de Eliza.
Autora: Kate Morton.
Editora: Rocco
O livro trata de Amor, Traição e Mistério.
Assim que terminar de ler, posto aqui o resumo.
Já estou também louca para ler o outro livro da mesma autora: A Casa das Lembranças Perdidas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Livro: A menina que roubava livros


Fico até envergonda de dizer que foi um livro difícil de ler. Mas a história é fantástica, principalmente considerando que a narradora é a morte. Um livro com uma história tão envolvente, mas com personagens de nomes difíceis de guardar (tinha que voltar sempre para saber de quem se tratava, os nomes eram alemães). O livro foi escrito por Markus Zusak.

A história se passa na Alemanha nazista de Hitler
Liesel Meminger é uma menina que segue viagem com sua mãe e seu irmão rumo à casa onde será adotada, uma vez que sua mãe não tem condições de criá-la. No meio do caminho seu irmão Werner morre e a viagem é interrompida para enterrá-lo. Lá ela tem seu primeiro encontro com a morte. No cemitério, ela encontra um livo no chão (O manual do coveiro), que um dos coveiros deixa cair. Após conhecer sua nova família, seu pai adotivo Hans Hubbermam, descobre que ela carrega esse livro mas que não sabe ler, então ele começa a lhe ensinar a ler.

A menina pega gosto pela leitura e sua vida ganha um novo sentido.

Realmente um dos melhores livros da atualidade (uma época em que bons livros e bons filmes está difícil de encontrar), indicado para leitores a partir de 10 anos. Nossas crianças não sabem ler nem escrever e a culpa é nossa (pais e professores que não incentivam, ficam forçando a leitura através de livros ruins).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro: Paula - Isabel Allende

Vou comentar esse livro da autora Isabel Allende (gosto muito de seus livros, chego a me sentir da família tal é a forma que ela nos envolve com suas histórias).
Não que esse tenha sido o melhor livro dela, mas é um livro emocionante. Ela é uma chilena passional, intensa que teve que se exilar em função da ditadura no Chile.
Isabel resolve escrever uma espécie de diário para a sua filha que está em coma devido a um ataque de porfiria. Como a autora não sabia se a memória voltaria após a saída do coma, Isabel resolve contar a sua história para auxiliar a sua filha a lembrar dos fatos. Paula passa a ser então um retrato auto-biográfico. Sua filha não volta do coma e morre um tempo depois. Nesta espécie de diário muitos segredos são revelados, muitas feridas que já estavam cicatrizadas, voltam a se abrir.
Li vários livros da mesma autora (A Casa dos Espíritos - na minha opinião sua melhor obra, De Amor e de Sombra, O Plano Infinito, Eva Luna, Contos de Eva Luna, Retrato em Sépia e Paula) e para quem quer conhecer sua obra, experimente por ler A Casa dos Espíritos e depois De Amor e de Sombra.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A Cabana - Willian P. Young

O livro aborda a história de Mack, um pai que tem sua filha Missy (6 anos) sequestrada e morta durante um acampamento de fim de semana (seu corpo nunca foi encontrado), mas foram encontrados indícios de que tenha sido morta. 4 anos depois, ele recebe uma carta supostamente enviada por Deus, convidando-o a ir até a mesma cabana onde ela estava quando foi sequestrada. Ele segue (sozinho) até lá e tem um encontro inusitado com Deus (em carne e osso). Muitos questinamentos serão feitos a Deus. Muitas respostas consoladoras serão dadas a ele.

Young afirma que muito da história tem a ver com sua própria experiência de vida e que escreveu o livro em uma ocasião que "ele próprio precisava de consolo".

Se o livro tem relação com fatos reais, não gostei, ele quer nos fazer crer que esteve com Deus? Jantou com Ele?

Se é ficção, então posso afirmar que é um bom livro.

Se é baseado em acontecimentos reais, me poupe de crer. (creio em Deus, mas passar uns dias com Deus em carne e osso?). Serviu para dar consolo a Mack?
Se no início do livro, soubesse que durante sua ida à cabana ele sofre um acidente que o deixa em coma e aí ele tem visões que o ajudaram a localizar o corpo de Missy, eu teria lido o livro com outros olhos, mas somente no final isso é dito, o que me levou a não gostar do livro durante minha leitura. Fica uma dúvida para os leitores, ele realmente esteve com Deus e Este teria dito a ele aonde estava o corpo de sua filha ou foram visões que ele teve durante sua quase morte?

Caso tenham se interessado pelo livro tirem suas dúvidas.

Conversando com algumas pessoas que leram o livro, constatei que a opinião delas foi unanime em dizer que amaram o livro, mas será que realmente gostaram ou disseram que gostaram porque a mídia os fez crer que era o melhor livro do ano?

O que acontece conosco é que como não temos o hábito da leitura, mas queremos ler alguma coisa para podermos comentar nas rodas de amigos, então o melhor caminho é pegar a lista do mais vendido no ano e comprar (assim, sem dúvida nenhuma teremos assunto, já que todos estarão lendo a mesma coisa). Realmente foi o mais vendido por ser bom ou porque o investimento em publicidade fez com que todos quisessem ler? Para podermos começar a questionar se o livro é bom ou estamos lendo o que a mídia manda, o melhor caminho é lermos mais e então começar a ver o que realmente é bom e nos agrada.

Me lembra quando todos queriam ler O Código Da Vince e Anjos e Demônios. Dan Brown havia escrito anos antes, Fortaleza Digital (seu primeiro livro), que na minha opinião foi melhor de todos os outros subsequentes e não houve todo o furor em torno do livro, mas quando a mídia entra em ação é um espetáculo. Dan Brown tem magia ao contar suas histórias instigantes, mas quando você lê os demais livros dele, fica com a sensação de que já leu aquele livro (o que muda é o objeto a ser investigado, mas o enredo parece o mesmo).

sábado, 5 de junho de 2010

O livreiro de Cabul

Asne Seierstad (jornalista norueguesa) conheceu o livreiro Sultan Khan em Cabul, em novembro de 2001, após a queda do Regime Taliban. Quando é convidada a jantar na casa de Sultan, ela tem a oportunidade de conhecer sua família (mãe, esposas, filhos, irmãos e sobrinhos), que dividiam um apartamento de quatro cômodos em uma região que ainda se recuperava dos horrores da guerra. Teve então a idéia de escrever um livro sobre esta família que não era pobre, como a maioria das outras, mas com os costumes e crenças arraigados. Tornou-se hóspede e durante três meses observa a rotina desta família. Seus filhos que trabalhavam 12 horas por dia nas livrarias do pai e não podiam ir à escola. Acordava pela manhã, entrava na fila para o banheiro, tomava o café, usava a burkha para sair. Com os homens viajou, e acompanhou-os eventualmente à livraria. Com as mulheres foi a casamentos, a visitas, às compras e acompanhou seus afazeres domésticos. De todos ouviu relatos e queixas sobre seus sonhos, expectativas e frustrações a respeito de suas vidas particulares e a esperança de tempos melhores, entre guerras de tribos locais e as imposições de um chefe de família que, embora sendo letrado e denominar-se liberal, se impunha soberano sobre o destino dos membros da família.
Um livro de leitura fácil e absorvente.
Só por curiosidade, ela está sendo processada por Sultan, por escrever um livro sobre sua família sem sua autorização.
Editora Record.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Livro: Todo mundo que vale a pena conhecer

Neste feriado li o livro da mesma autora de: O diabo veste prada (Lauren Weisberger).
Como a Aline (filha da minha amiga que me emprestou o livro) havia me adiantado, o livro é bem fraquinho. São 491 páginas, mas como não sou de abandonar livros pelo meio (excessão para: O mundo de Sofia, não consegui, juro que tentei), fui até o final (também não tinha mais nada para fazer).
Vou transcrever meu resumo.
Bette trabalha em regime de escravidão (80 h/semana) em um banco que ela odeia. Quando se demite, seu tio lhe arranja um emprego (com uma ex-funcionária a quem ele ajudou e lhe deve favor). O novo emprego ao que parece é o sonho de muita gente: promover festas concorridas cheias de celebridades. Conhece um segurança em uma festa (noivado de sua melhor amiga) e a partir daí conta a trajetória de suas andanças pelas festas e seus encontros e desencontros com o segurança.
Enfim.....
Bom, agora vou transcrever a orelha do livro.
"O delicioso O diabo veste prada, com suas afinetadas no mundinho das revistas de moda, tornou-se best seller no mundo afora. Neste seguno romance, Lauren Wiesberger volta com mais uma saborosa sátira, mirando o restrito universo das festas mais badaladas de Nova York.
Bette Robinson só anda apressada pelas ruas de Manhattan, correndo pra baixo e pra cima, em seu emprego "semi-escravidão" no banco USB. Ela já está cansada das 80 horas (!) de trabalho semanais, do cubículo claustrofóbico e das detestáveis frases-do-dia de seu igualmente detestável chefe. Aos 27 anos, a impulsiva Bette tem certeza de que não vai sentir saudades do emprego. E decide arriscar: simplesmente pede demissão, diz adeus e bye-bye.
Graças a um tio colunista social, Bette conhece a diretora da Kelly & Company, a agência de RP e Eventos mais bacana de Nova IYork. De uma hora para outra, ela tem um emprego novinho em folha, cuja única exigência é ver e ser vista. As novas responsabilidades de Bette passam a ser - morra de inveja! - frequentar as boates mais descoladas de Nova York e organizar as festas mais concorridas, de preferência as que atraiam celebridades como Jerry Seinfeld, Jay-Z e James Gandolfini.
Bette então aprende a não piscar diante dos rostos famosos, dos cartões de crédito Platinu, das garrafas de Cristal ou dos paparazzi. Logo ela está namorando um playboy de reputação duvidosa, o que é ótimo para sua carreira, porém péssimo para sua vida pessoal - poruqe acaba afastando o único cara decente que ela encontra. Ainda assim, como seus colegas de trabalho vivem dizendo: Como reclamar de um emprego em que você ganha para se dvertir? Ela concorda, até o momento em que seu nome começa a aparecer em colunas de fofoca. É quando sua vida toma todo um novo significado, e ela descobre que a linha entre a vida particular e a profissional é...invisível.
Gosta de um romance bem água com açúcar? Então leia. Distrai.
BJ.